Tá certo que faz tempo. Mas não se conta os duzentos ensaios de alguma coisa que caisse bem? Eu até tentei. E nem caiu. Não tenho medo mais dos estalos que vêm de lá. Penso que vai ser coisa boa, quem sabe uma presença. Já esqueci onde fica, de novo, o interruptor. Me pegou essa história da luminária para fora, porque eu acho que finalmente alguém entendeu a presença na ausência. E, por fim. Absoltamente, para mim não haverá nenhum. You're really cool, I like the way we fight right through the night. Eu já disse, e talvez fosse 2006 e nenhum azulejo português existisse, 'absolutamente', aquilo que não deve ser escrito e deve ser vivido, muito bem vivido. Talvez seja isso. Mas de novo eu precisaria de um par de horas para tantas explicações que eu vivo insistindo em dar quando não, quando nem precisa. E algumas, talvez várias originais. Ainda me sinto bem/mal com tudo que eu devo ter exagerado hoje. Estou per-dida. Depois de tanto tempo e lição aprendida, olha eu aqui. Devia muito ver todas essas coisas com os meus próprios olhos treinados, mas não quero. Juro que vivo na esperança de estar errada e me surpreender. Apenas queria muito, muito ser o foco final. Mil dias e mil trabalhos, mil horas e eu ainda tenho a Nina Simone que nunca (sempre) dorme. Brindemos ao bife acebolado que somos todos nós. Onde mesmo foi parar o Dylan Thomas, cacete? Beijos.
((Tristes os que procuram dentro de si respostas porque lá só há espera))
segunda-feira, 30 de março de 2009
quarta-feira, 18 de março de 2009
Abre los ojos
Tá, eu sei que me repito. Mal de quem fala demais, de quem não consegue se conter, de quem ainda não encontrou um silêncio adequado. Já me esqueci o código combinado, de como suspender o estado bélico. Difícil demais viver hoje, difícil demais brigar, eu mesma, com a minha incrível capacidade de não querer contrariar. As pessoas são tão irritantes quando não são você. E eu que não consigo mais ser a pessimista reclamona acabo ignorando tudo que irrita. Não precisa muito, as letrinhas no papel e tudo bem. Quais eram mesmo os problemas todos que eu inventei dias atrás, eu não me lembro. A cidade caiu hoje, eu só consegui achar bem bonita a cor da chuva que chegou tão perto, mas nem. E depois não tive tempo pra mais nada. E isso é bom. Embrulhei para presente todos os meus próximos dias de folga. Pobre eu. Pobre mim e meus recados apagados.
.:.My buddy, your buddy misses you
.:.My buddy, your buddy misses you
quinta-feira, 12 de março de 2009
Sim, sim, eu disse sims
De novo, sem mover um músculo, eu me repito. Elas insistem e não me deixam dormir, essas idéias. Mais de uma quarta-feira na mesma semana, na verdade são três, quase quatro, e eu por pouco termino com o resto de gim que nem é meu. De idéias antigas, elas, que não me deixam dormir, essas idéias. Preciso de um novo fuso e alguém disposto a ver as notícias por mim.
Exausta, só.
Eu era isso e aquilo
eu era pra ser e acontecer qualquer coisa
eu era/sou qualquer coisa
da vida que dá e é
há muito, muito tempo
era pra ser.
eu disse que era, não sou.
é lógico que era assim
não é mais
tenho uma mémoria de elefante apenas
elegante elegante
\2006
Exausta, só.
Eu era isso e aquilo
eu era pra ser e acontecer qualquer coisa
eu era/sou qualquer coisa
da vida que dá e é
há muito, muito tempo
era pra ser.
eu disse que era, não sou.
é lógico que era assim
não é mais
tenho uma mémoria de elefante apenas
elegante elegante
\2006
quarta-feira, 11 de março de 2009
Só digo aquilo que posso dizer
Um bom jeito de se surpreender é se distrair. Outro dia mesmo, irritada com o interruptor da cozinha que resolve não funcionar quando eu mais preciso dele, descobri uma outra lâmpada na área de serviço, assim, por acaso - e com ajuda, quatro ou cinco meses depois de morar aqui. E agora será assim sempre, não vou mais me esforçar para saber de nada. De como quando achei que tivesse sido roubada, e de tristeza, resolvi não desconfiar de ninguém, e esperar. Me surpreendi com o dinheiro no fundo do armário, que deve ter caído do bolso da calça. Assim, um otimismo previsto e infinito vai sempre estar comigo. Algo me faz bem nos últimos dias. Bem e um pouquinho mal, por uma questão dialética, né? Um pouco mais perto e serão mais surpresas bem-vindas.

E há maçãs, cigarros e nina simone. Para os dias mais tranqüilos, até quando houver. Nada demais, só não quero parar de me surpreender - para o bem, por enquanto, agora.
.:. Paisagens urbanas, marcas de nascença, biblioteca, dicionário, baunilha.
... se há algum termo clínico que me sirva, sou uma espécie de paranóico ao contrário. Suspeito que as pessoas estejam sempre conspirando para me fazer feliz

E há maçãs, cigarros e nina simone. Para os dias mais tranqüilos, até quando houver. Nada demais, só não quero parar de me surpreender - para o bem, por enquanto, agora.
.:. Paisagens urbanas, marcas de nascença, biblioteca, dicionário, baunilha.
... se há algum termo clínico que me sirva, sou uma espécie de paranóico ao contrário. Suspeito que as pessoas estejam sempre conspirando para me fazer feliz
sexta-feira, 6 de março de 2009
Cheers
Ainda quero um horário de trabalho digno. Para ter a minha insônia em paz. E que o futebol se exploda e acabe no mundo. Fácil. Quero mais, quero um não-trabalho remunerado. Quero só ficar distraída. Eu ficaria? E ainda quero essa música pra mim e mil cigarros. Mil. Ninguém manda em mim. Ah, um brinde. Só.
I'll make you laugh by acting like the guy who sings
And you'll make me smile by really getting into the swing
I'll make you laugh by acting like the guy who sings
And you'll make me smile by really getting into the swing
terça-feira, 3 de março de 2009
Olá, Seymour
A melhor das idéias será sempre aquela que nunca se realiza. É por isso que sigo quieta, bem quieta, a mais quieta. Mas digo sim e agradeço a preocupação e todo o despejo de versos nunca escritos, os melhores versos. O tempo que passei já me basta. Morrer ou não é só uma questão estatística. Se soubesse do whisky antes, jamais teria me encostado sozinha no balcão do bar da mais querida esquina. E talvez estivesse agora um pouco mais doída que o habitual. Portanto. Em vinte anos, meus vinte anos, os seus vinte anos. O tempo passa e não há mais novidades. Eu, por mim, preferia não saber, apesar de não conseguir evitar. Os tempos não se alcançam. A sorte é toda sua. A (minha) mente quieta, coração tranqüilo. São duas da tarde e eu já não sei escrever de dia. Quero para sempre o lago dos patos mutantes e suas discussões intermináveis, a luz amarela, os tenho aqui. A minha verdade em mim. Por mais que.
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