sexta-feira, 8 de maio de 2009

São mais de duas, vou dormir

E depois de tudo, o silêncio. Mas daquele que eu gosto, com indícios, ecos e, hum, cenas. As pessoas que vivem por viver, e nem pensam na hora de apertar o botãozinho da ação e sair por aí fazendo merda. A elas, nada posso dizer. Se elas pudessem ouvir, talvez eu só dissesse para viverem realmente. Menos brutalidade, menos vaidade. Só um pouco menos.

E eu, que (vivo) querendo congelar as mais belas cenas de lutas bizarras & cigarros no canto da boca. Já sei que não posso. Agora aprendi a ver o tempo passar e passar, só. Nem lembrança, nem esquecimento. As coisas belas. Sorte de quem entende os covers do Renato Russo. Borboletas, certezas que armazeno no estômago mais que perfeito que arranjei para mim agora. O estencil na parede já ganhou a minha simpatia, e nem vai perder. Talvez ele seja a minha memória. É só disso que o mundo precisa, a simpatia geral, como se não houvesse amanhã. E ainda me disseram outro dia que eu gosto de quem acredita. Eu acho é que na verdade quem acredita sou eu -também? E talvez eu devesse parar de escrever. Bobagem.

Time takes a cigarette, puts it in your mouth
You pull on your finger, then another finger, then your cigarette
You're too old to lose it, too young to choose it
And the clocks waits so patiently on your song

1 comentários:

Escrivão de Cuecas disse...

"time takes a chocolate cigarettes"

não sei se como,não sei se fumo.