
Eu não queria mesmo incomodar, de qualquer forma, é preciso sair de casa e gastar um pouco para perceber onde mesmo eu gostaria de estar. Abro a porta e sinto que finalmente estou em casa. Anote isso, tão importante saber que a minha casa pode ser esta, sozinha. Ah, e os trocados, é preciso tirá-los do bolso, é preciso duvidar - e se afastar de tudo para saber exatamente onde eu gostaria de estar. Caso pudesse, e se eu pudesse fazer ligações nonsense - do além - eu faria. Mas. Não gosto mesmo que alguém se sinta incomodado. E me perguntam por onde eu andei. Digo que estou no mesmo lugar. Porque é exatamente o mesmo lugar, mas com pessoas diferentes. Em outro episódio, um amigo confessa: jurava que não passaria dos 27, mas, veja, isso foi há dois anos. Quando eu tinha sete, tinha certeza absoluta que não faria oito. Dez, vinte anos depois, eu só queria ter um pouco mais do que eu já tive no último par de anos (semanas). E, na verdade, eu estou há um mês num domingo sem fim. Por mais que haja pausas, por mais que eu não queira incomodar, por mais que eu sobreviva sem. Otimamente sem, mas se me perguntarem, digo que nem quero assim. O mundo todo é aborrecido quando nenhuma pessoa é você. E eu nem poderia dizer isso porque nem vou. Falta como. Eu me retiro, foi sem querer.

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