terça-feira, 3 de março de 2009

Olá, Seymour

A melhor das idéias será sempre aquela que nunca se realiza. É por isso que sigo quieta, bem quieta, a mais quieta. Mas digo sim e agradeço a preocupação e todo o despejo de versos nunca escritos, os melhores versos. O tempo que passei já me basta. Morrer ou não é só uma questão estatística. Se soubesse do whisky antes, jamais teria me encostado sozinha no balcão do bar da mais querida esquina. E talvez estivesse agora um pouco mais doída que o habitual. Portanto. Em vinte anos, meus vinte anos, os seus vinte anos. O tempo passa e não há mais novidades. Eu, por mim, preferia não saber, apesar de não conseguir evitar. Os tempos não se alcançam. A sorte é toda sua. A (minha) mente quieta, coração tranqüilo. São duas da tarde e eu já não sei escrever de dia. Quero para sempre o lago dos patos mutantes e suas discussões intermináveis, a luz amarela, os tenho aqui. A minha verdade em mim. Por mais que.

0 comentários: