domingo, 11 de janeiro de 2009

Da arte de ser assim

Me dá mais um desse abraço que eu não saio mais daqui. Diz de novo aquilo que foi que eu nem me lembro que falei e que foi excelente. E aí eu fico um pouco mais. É fácil porque é bom, ou é bom porque é bem fácil? Gosto da solidão infinita de quando há alguém por perto. A presença que confirma a regra. Eu sei que não passa disso, eu sei que nada é de verdade, mas é bem legal parecer, mais do que a chatice de ser algo que depois vai cansar e se espalhar, dar pau, quebrar.
Aquilo que eu falei e sério, se caso houver uma mudança de planos e tiver aí uma vontade de dar um tempo em tudo. Eu penso em ir para bem longe, bem longe.
Devo ter uma gastrite em curso e logo vão vir consertar o que foi danificado para que a luz volte em todo o maldito quarteirão. Os fantasmas estão me esperando lá na sala, mas eu tenho preguiça e muita azia. Eu vou esperar acordada, por via das dúvidas. Essa dor de estômago me matando deve servir para alguma coisa. E amanhã eu quero que faça sol. Por fazer só. Fiz a besteira de passar esse troço nada a ver no olho, e agora como eu vou tirar? É verdade que ficou bem bonito, mas amanhã vão achar que tomei um soco.
E sabe que hoje me deu um branco de quantos anos eu tinha, tive que pensar e fazer as contas da data de nascimento. Muita distração ou eu acho que não sou desse mundo mesmo. Porque demorou um tempo para sair o cálculo dos vinte e cassetada anos. Acho que é a mania de deixar para depois esse troço de pensar, pode ser . Eu também tive um sonho péssimo ontem, é. Muito trabalho e todo esse mundo de coisa acontecendo, isso deve dar pesadelo, né?

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