Eu consigo ferir os meus ouvidos e me deslocar tremendamente para descobrir que a distância é o melhor dos tempos. E que onde eu estou é o melhor dos lugares. Volto ainda sem saber, meio que cansei desse mesmo assunto, mas é cada vez mais claro isso. Em todo caso, bem feliz, mais feliz do mundo. E não estarei nunca onde gostaria de estar. Inclusive eu diria que a distância, como melhor dos tempos e melhor dos remédios, é também o melhor dos lugares. Pobres pessoas em busca de algum indício de vida. Quando são bem os mortos que mais se divertem. Lá bem longe.
.:.For no one's better sake
goodbye.:.
what are we waiting for?.:.
domingo, 28 de dezembro de 2008
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
É sempre mais uma, sempre assim
Aqui é assim. Contas pagas, sorrisos de pessoas, conhecidos all over the place. A música mais legal sempre, sem dever um real. O filme preferido e nem precisa tv a cabo. É desmembrado esse tempo, desfeitas as distâncias. A louça lavada, a cama feita, o chão limpo. Tudo cheira a amaciante, arroz fresco e eu sou a pessoa mais feliz do mundo. Mesmo que tenha inventado, já que realmente não dá para saber que eu sou se eu tenho aqui e lá, aqui e lá. Putz. Ainda vou descobrir se gosto de dormir cedo ou tarde, se sou realmente a última a sair, mesmo não querendo. O que será que eu realmente gosto e sou e. Os pés-de-galinha sorridentes mais bonitos do mundo. É assim, depois um abraço no mundo e tudo volta ao normal de dúvidas tremendas. O elevador, sim, o elevador me obedece e só vai até o segundo andar. O retorno é proibido, e mesmo se não fosse, não seria assim - se eu voltasse. De todo modo, não acredito em nada que já aconteceu, muito menos no que eu acho que seria o caso de. Ok.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
O bom e velho céu azul
Uma carga a deslocar
o vento.
Passou um e mais mil anos.
O que fazer com o não sentir de uma folha em branco que me olha torto e desafia?
É preciso sofrer então.
De ficar sozinha pra sempre, até parece. Nem.
Apenas espero o próximo gole, assim mesmo.
Música, dia, eles, verão.
Fim e depois tudo de novo bem feliz só.
Eles vivem entre os fatos duros da vida, a realidade, como a chamam. É a realidade de um pântano e eles são como rãs que não têm coisa melhor a fazer senão coachar. Quanto mais coaxam, mais real a vida se torna. É como se o barômetro nunca mudasse, como se a bandeira estivesse sempre a meio-pau.
o vento.
Passou um e mais mil anos.
O que fazer com o não sentir de uma folha em branco que me olha torto e desafia?
É preciso sofrer então.
De ficar sozinha pra sempre, até parece. Nem.
Apenas espero o próximo gole, assim mesmo.
Música, dia, eles, verão.
Fim e depois tudo de novo bem feliz só.
Eles vivem entre os fatos duros da vida, a realidade, como a chamam. É a realidade de um pântano e eles são como rãs que não têm coisa melhor a fazer senão coachar. Quanto mais coaxam, mais real a vida se torna. É como se o barômetro nunca mudasse, como se a bandeira estivesse sempre a meio-pau.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Não foi feito pra entender
O que te liberta e faz esse bem que é tão estranho, pobre e feio? Ainda vai você meter os pés pelas mãos, eu acho. Porque não dá para ser tão livre. Nem que o fim seja se agarrar no último instante, do último abismo. O que eu vou fazer com o meu neurótico, bonito e medíocre senão escondê-lo entre as dobras da camisa? Continuar a exercer a não-liberdade. E quem quiser que se contente com o que sobrar, paciência. Me faço entender apenas quando quero, fato. Quase nada eu pensei durante o dia exercendo a minha liberdade fake. E isto não é sequer um rascunho. Um dia após o outro e o mundo dá essa volta gigantesca. Eu deixaria para ter certeza já lá bem no fim. E não me importaria em não saber. At all. Essas perguntas que me faço são para me distrair só. Sabe como?
sábado, 6 de dezembro de 2008
Just cause you feel it, doesn't mean is there
Não, não. Ser velho é falar, falar e falar, mas nada acontecer, compreende? É falar e nunca estar certo. Eu sei lá o que eu tava pensando quando disse que sei lá quem destruiu a minha vida. Quem destruiu fui eu, porra. Um velho sabe o que faz e sabe que o que faz tem conseqüências. E agora não tem argumento. Porque um velho não tem defesas contra o novo. Um velho diz "não enche, eu sei que estou certo". Ou então, "por mais que". Um velho não tem o que dizer também. Mas vai falando, achando. Um velho é roubado. Um velho é passado pra trás. Passado, passado. Não tem razão, não deita e dorme. Espera. Foda-se o futuro. Foda-se daqui dez minutos. Vamos festejar. Negar o fim é viver de passado. Ver o fim, é hoje. Bom dia.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
É cada vez mais incrível
Já estive em ônibus mais cheios. Tão mais cheios que eu pensava que não ia conseguir chegar. Excesso de passageiros, o motor pararia. E ordenariam uma evacuação da parte excedente, problema de quem fosse. Hoje, domingo, eu esperava uns nove, dez gatos pingados. Mas não. Éramos eu, o motorista, o cobrador, uma senhora de mais de 100 anos e um casal. Dispensei os fones de ouvido porque pela primeira vez em meses não teria que me esforçar para ignorar conversas chatas. Mas era domingo de sol, cheio de importantes e decisivos jogos do Brasileirão. E em dias assim, a juventude é feliz. O querido casal a duas poltronas da minha queria esbanjar toda a sua felicidade virginal. Resolveram improvisar um dueto ali mesmo. A plenos pulmões. Pensei por alguns instantes que finalmente os figurantes do Truman iriam me avisar que eu era a continuação do show da vida. Sei lá, alguma mensagem cifrada. Mas era puro amor. No google com "dueto+fama+globo" confirmo minhas dúvidas sobre o que de pior pode haver entre o cérebro e as cordas vocais de um ser humano. Ok, que se cante o amor juvenil. Eles querem ser "Cídiaedan" da 917M-Bairro do Limão, got it. Mas menos, bem menos. Não em público nem tão alto. Passo pelas flores do Araçá e suas arvorezinhas de Natal entre confusa e incrédula. Sigo me equilibrando no sacolejo da Pacaembu, tão bem notado quando os passageiros não estão. Não dá mais para o segundo dueto. Nina Simone cospe fogo e martela o piano numa playlist só dela. Fim de papo.
São tantos os fatos surreais das últimas semanas que ainda devo decidir se paro de fumar, já que mudaram o carlton pra sempre, ou se tento controlar (para mais) as amnésias de dias estranhos, apesar de meigos e tão singelos. O que seria do passado se eu não olhasse para frente? Não se constitui lembranças assim.
São tantos os fatos surreais das últimas semanas que ainda devo decidir se paro de fumar, já que mudaram o carlton pra sempre, ou se tento controlar (para mais) as amnésias de dias estranhos, apesar de meigos e tão singelos. O que seria do passado se eu não olhasse para frente? Não se constitui lembranças assim.
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