Faz um tempo que não apareço. Nada demais. Continua a ausência de inspiração. Acho que hoje, que levantei cedo, vou espalhar a minha fumaça cancerígena pela rua. Ver gente estúpida fazer coisa estúpida. Ser estúpida, eu. E juram que não.
Entre Sartre, Camus e Heidegger - preguiça monumental me impede de confirmar - tem um troço sobre a presença na ausência. A existência na falta. É você saber que a felicidade existe, quando ela não está. Ou acreditar nela quando bem você sente a falta. Então as coisas não são. Elas lembram algo, dão uma idéia do que seriam, quando não estão. Também eu devo ser uma lembrança, é justo. Mas não me lembro de nada relevante hoje. E tem a história do tédio, eterno companheiro para dias assim. Que é não-tristeza e não-alegria. Não nada. Ou uma preguiça, pode ser. Eu olhei o céu azul e quase sorri. A falta dos extremos que me faz tanto. Eu diria, sem saber dizer, que a vida é uma eterna entrega de pizzas. Delivery ad infinitum
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
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3 comentários:
me dê um dia de tédio e um disco do neil young
"Arasjdhbjhabsdjhbajshb..... eu odeio odiar" (Zangado, dos Smurfs)
"Ver gente estúpida fazer coisa estúpida". vá assistir, imediatamente, ainda oragotangos, em cartaz em um unico horario no HSBC. vale muito. Muito mesmo...
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